domingo, 5 de maio de 2013

Tempos de Colegial Cap. 76

A mamãe deixou meu Kássio morar com a gente! Eu fiquei tão feliz que fui correndo contar para ele, antes que mamãe mudasse de ideia.
Eu: - Kássio, meu amor, a mamãe deixou você morar com a gente!
Kássio: - Eu não posso aceitar, minha querida.
Eu: - Por que não? Assim você para de trabalhar, feito um burro de carga. Sem ofensas.
Kássio: - Emi, eu não posso depender da sua mãe. Seria vergonhoso para mim. Quero provar para o meu pai que posso me virar sozinho, que não preciso de ninguém para me sustentar.
Eu: - Você não precisa depender da minha mãe. Só quero que você trabalhe menos. Eu sei que é importante para você mostrar para o seu pai que pode se sustentar sozinho, mas não quero que você se desgaste tanto. Eu te amo e quero o melhor para você, mas quero ficar com você nem que seja por um minuto.
Kássio: - Podemos ficar juntos no domingo à noite.
Eu: - Mas domingo à noite demora muito a chegar. Além do mais você vai estar cansado, e se você morasse lá em casa poderia descansar juntinho de mim.
Kássio: - Eu vou pensar no caso.
Eu: - Promete?
Kássio: - Prometo.
Eu: - Não demora, tá? Pensa com carinho ou melhor pensa em mim.
Kássio: - Não se preocupe que eu sempre estou pensando em você.
Eu: - E é por isso que eu te amo tanto! Vamos dar uma voltinha? Só uma, bem pequenininha.
Kássio: - Vamos. Aonde você quer ir?
Eu: - Onde você quiser me levar.
Kássio: - Já sei, vamos ao cinema e...
Eu: - E depois vamos dançar!
Kássio: - Pode ser.
Fomos ao cinema, lá encontramos a Euzi e o Miguel. Tive um pouco de ciúme por minha irmã, mas sei que a vida segue e ela gostaria que ele continuasse a viver.
Eu: - Olha Kássio, a Euzi com o Miguel. Vamos onde eles?
Kássio: - Vamos, mas não vamos sentar perto deles. Quero ficar só com você esta noite.
Eu: - Vai ser impossível. Tem um monte de gente no cinema.
Kássio: - Mas são pessoas que não nos conhecem. Não quero dividir você com nenhum conhecido, neste momento só nosso.
Eu: - Então vamos aproveitar cada segundo, antes que você resolva voltar ao trabalho.
Kássio: - Esta noite não tenho trabalho. Esta noite sou todo seu.
Eu: - Amore, eu sei que este não é o momento, mas tenho uma coisa para falar. É uma coisa que eu devia ter contado a você e à mamãe também. Não sei se é uma coisa boa ou ruim.
Kássio: - Diz logo o que é.
Eu: - Meu pai ligou, a mamãe não estava em casa, fui eu que atendi. Falei com ele, e ele me disse que quer que eu vá morar com ele.
Kássio: - Meu amor, isso vai ser bom pra relação de vocês.
Eu: - Você não entende, o meu pai está morando na Alemanha.
Kássio: - Opa! Por que isso, agora?
Eu: - Não faço ideia. Parece que ele quer que eu conheça o filho deles, sei lá... Ele é um insensível, sabe que a mamãe precisa de mim. Por que resolveu bancar o pai justo agora? Não posso ir embora, a minha vida está toda aqui. Não quero deixar minhas amigas, minha mãe. Não quero ficar longe de você.
Kássio: - Ei, calma! Isso ainda não está decidido. Sua mãe tem que autorizar para que você saia do país. Ela é responsável por você. Não se preocupe, vai ficar tudo bem.
Eu: - E se não ficar?
Kássio: - Vai ficar. Sabe do que mais?
Eu: - O quê?
Kássio: - Vou aceitar morar com vocês, por um tempo. Mas você tem que me prometer que não vai se preocupar sem motivo.
Eu: - Prometo, prometo, prometo!
Kássio: - Vamos que o filme já vai começar.
Assistimos o filme. Não era um filme muito bom, mas naquele momento não importava. Estava tão feliz de morar com meu Kássio, na verdade ele que vinha morar conosco, mas íamos morar juntos e isso era o que importava.
Estava assustada com a possibilidade de morar fora e tinha medo de que realmente acontecesse. É claro que eu podia contar com a minha mãe, sabia que ela não ia me decepcionar. Fui pedir um conselho para uma pessoa que eu jamais imaginei pedir alguma coisa. O Marcos!
Eu: - Marcos, posso te perguntar uma coisa?
Marcos: - Claro! O que você quer saber?
Eu: - Você gosta da minha mãe, não é?
Marcos: - É...
Eu: - E você gosta de vê-la feliz, não é?
Marcos: - É, mas não estou entendendo onde você quer chegar.
Eu: - Meu pai quer que eu vá morar com ele.
Marcos: - Fiquei sabendo.
Eu: - Como você soube?
Marcos: - Sua mãe me contou.
Eu: - Ela já sabe? Como ela soube?
Marcos: - Ela não queria te contar, para que você não ficasse preocupada. Parece que seu pai vai pedir a sua custódia, na justiça.
Eu: - Custódia?
Marcos: - Seu pai entrou com um pedido de guarda, alegando que sua mãe não consegue cuidar de você. Segundo ele, a Sara não consegue cuidar nem de si mesma.
Eu: - Ele é um idiota! Eu tenho quase dezoito anos, ele não pode me obrigar a morar com ele. Aquele imbecil nunca moveu uma palha para ajudar a mamãe, e agora quer que eu more com ele.
Marcos: - Não fale assim, Emi. Mesmo que ele tenha trocado sua mãe por outra mulher e tenha arranjado outra família, continua sendo seu pai.
Eu: - Até que você é um cara legal, Marcos. Não é um idiota, como pensei que fosse.
Marcos: - Muito obrigado! Você também é legal. Um tanto explosiva, mas é legal.
Eu: - Me desculpa por ter agido mal com você. Eu estava cega, pensava que meu pai ia voltar com a minha mãe, que íamos ser uma família novamente. Não me dei conta que você é o cara certo para ela. Mas se você machucá-la, eu arranco seus olhos!
Marcos: - Não se preocupe, Emi. O que eu mais quero é fazê-la muito feliz.
Eu: - Escuta Marcos, acha que meu pai pode me tirar da minha mãe?

CONTINUA...

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