Beijos, Revelações e Perigos
— Porque elas não sabem a metade daquilo que um "nerd" sabe. Então para com esse negócio de "nerd", que essa é uma palavra muito feia. — falei, tentando confortá-lo.
— Ok! De hoje em diante, não falarei mais sobre os nerds nem zombarei deles. — respondeu Kássio, com determinação.
— Exatamente! E se seus amigos não te aceitam como você é de verdade, é porque eles não são seus amigos. Amigo de verdade aceita o outro do jeito que ele é. — afirmei, sentindo a sinceridade em minhas palavras.
— Tudo bem. Agora posso beijar a minha linda namorada? — perguntou Kássio, com um sorriso travesso.
— Pode não... deve! Já estava achando que você não queria me beijar. — respondi, rindo.
— É o que eu mais quero! — disse Kássio, aproximando o rosto do meu.
Então ele se aproximou e, com um olhar cheio de ternura, me deu o beijo mais maravilhoso que você possa imaginar. Foi como se o mundo ao nosso redor parasse, e a única coisa que existisse fosse a conexão entre nós. Senti uma onda de calor percorrer meu corpo e fiquei completamente arrepiada, como se estivesse tocando o céu. Meu coração disparou, e naquele momento, senti que nada mais importava; era só ele e eu, unidos em um beijo que parecia eterno. Você nem imagina o quanto!
Depois de namorar um pouquinho, ele me levou para finalmente tomarmos o nosso suco. Infelizmente o tempo passou rápido. E tivemos que ir embora. Foi aí que meu namorado (adoro dizer isso, meu namorado) ofereceu uma carona pra gente.
Mas, como já era de se esperar, teve um pequeno problema. O carro quebrou! E pior, o carro quebrou no meio do nada. Tipo... só mato, o céu, as estrelas e nós. E ainda por cima estava nublado!
Eu comecei a me desesperar e as meninas também, mas Kássio tentou nos acalmar.
— Meu amor, calma! Por favor! Eu sempre pego esse atalho e sei como sair. — disse ele, tentando nos tranquilizar.
— Como calma? Não me peça para ter calma! O carro quebrou! Estamos perdidos! — exclamei, sentindo o pânico crescer.
— Não estamos perdidos! Foi só um defeito no carro! — respondeu Kássio, com firmeza.
— Que defeito, o quê?! O carro ficou desgovernado, saímos da estrada e você diz que foi só um defeito! — exclamou Emília, assustada.
— Emi, fica calma. — pediu Kássio, tentando acalmá-la.
— Não, eu não consigo. — respondeu Emília, ainda nervosa.
— O carro não ficou desgovernado. Foi só um problema de alinhamento. Eu ia levá-lo amanhã para a revisão. — explicou Kássio, tentando nos assegurar.
— Aqui não tem sinal, ah meu Deus! A gente vai morrer aqui! — exclamou Emília, sentindo o pânico tomar conta.
— Amor, calma! Olha, eu estou aqui e não vou deixar acontecer nada com você. — disse Kássio, segurando minhas mãos com firmeza.
— Kássio, por favor, me tira daqui! — implorou, com os olhos marejados.
— A gente só precisa subir um pouco. Será que você consegue? — perguntou ele, tentando me incentivar.
— Não, eu estou com medo! — admiti, sentindo o coração disparar.