sábado, 11 de janeiro de 2014

Tempos de Colegial Capítulo 80

Promessas de amor e conflitos 


— Minha nossa... está falando sério? — perguntei, o coração batendo mais rápido.  
— É claro que estou falando sério! — respondeu Kássio, com firmeza.  
Olhei fundo nos olhos dele, desconfiada: — É claro que está. Você não brincaria com uma coisa desse tipo. Ou brincaria? Kássio, se você estiver brincando comigo, juro que vai se arrepender.  
Ele sorriu de canto, mantendo a serenidade: — Calma, zangada. Eu não estou brincando com você. Estou falando sério.  
— É mesmo? — perguntei, tentando conter um sorriso ansioso.  
Ele assentiu, e algo na expressão dele dissipou qualquer dúvida.  
— Então repete, por favor. Quero ouvir de novo — pedi, como se aquelas palavras fossem a garantia do meu próprio futuro.  
Kássio segurou minhas mãos e disse, com a voz carregada de emoção: — Emília, eu quero passar o resto dos meus dias com você. Quero poder dormir ao seu lado todas as noites e, quando acordar, saber que você ainda estará lá, me olhando, sorrindo. Quero sair para o trabalho e ter a certeza de que, ao voltar, você estará em casa, me esperando.  
— Ai, meu amor! Eu te amo... te amo... te amo! — exclamei, enquanto o abraçava com força. — E pode ter certeza de que sempre estarei ao seu lado. Sempre, sempre, sempre vou te esperar e te amar até o fim dos meus dias.  

Soltei uma risadinha em meio às lágrimas e brinquei: — Sei que você será meu super-homem para me salvar das baratas monstruosas que invadirem nosso lar!  
Ele riu, arqueando uma sobrancelha: — Baratas monstruosas?  
— Tá, eu sei que isso foi uma coisa estúpida de se dizer — admiti, envergonhada. — Mas o importante é que você será sempre meu herói. Te amo!  

Antes que pudesse dizer mais algo, vi Kássio ajoelhar-se à minha frente. Meu coração quase parou. Seus olhos brilhavam de um jeito que nunca havia visto antes, e a emoção transbordava em cada gesto.  

— Emília, meu amor, minha vida... aceita se casar comigo? — disse ele, com a voz firme, mas as mãos trêmulas enquanto segurava um anel reluzente.  
— Aceito! É claro que aceito! Não há nada neste mundo que eu queira mais do que me casar com você — respondi, emocionada, com as lágrimas escorrendo pelo rosto.  

Enquanto ele colocava o anel no meu dedo, suas mãos tremiam tanto que quase não acertava. Mas nada disso importava. Aquele momento ia muito além de qualquer imperfeição. Quando finalmente seus lábios tocaram os meus, senti como se o mundo inteiro tivesse parado. Suas mãos seguravam meu rosto com firmeza, enquanto seus braços envolviam minha cintura, me apertando contra o peito dele.  

Quando me afastei para olhar nos olhos dele, mal consegui conter a felicidade: — Eu sou a mulher mais feliz do mundo. Sabe por quê?  
Ele sorriu, ainda ofegante: — Por quê?  
— Porque eu tenho você. Porque você me faz feliz. Porque você me faz forte, me faz ser quem eu sou. Não consigo mais viver sem você, e nem quero viver sem você. Eu te amo.  
Kássio acariciou meu rosto e respondeu: — Eu também te amo. Você é minha vida, Emi. Sem você, eu simplesmente não existo.  

Comecei a rir, cheia de emoção: — Posso gritar? Quero gritar para o mundo inteiro saber o quanto estou feliz.  
— Ei, você ficou louca? — disse ele, rindo comigo.  
— Talvez um pouco! — respondi, brincando. — Mas eu quero que todos saibam que vou me casar com o melhor homem do mundo!  

Nos abraçamos novamente, rindo como crianças até que um pensamento cruzou minha mente: — Amor, seu pai sabe que vamos nos casar?  
Kássio hesitou por um momento: — Não, e ele não precisa saber. Ele não irá ao nosso casamento.  
Franzi a testa, confusa: — Mas ele é seu pai. A sua família precisa compartilhar esse momento conosco.  
— Não, Emi. Ele não precisa vir.  
Tentei entender sua relutância: — Por que não? Você tem vergonha de mim, é isso?  
Ele se apressou em negar: — Claro que não, Emília. Não é nada disso.  
— Então, o que é? Por que não me conta?  
Ele desviou o olhar, suspirando: — Você não entenderia...  

Segurei sua mão com delicadeza e insisti: — Deixa essa parte comigo. Só precisa me contar, e eu prometo que vou entender.  
Ele fechou os olhos por um instante e depois respondeu com um tom ressentido: — Meu pai não aprova nosso relacionamento. Ele nunca aceitaria.  
— Mas ele é seu pai, Kássio. Não espero que ele vá, mas precisamos convidá-lo. É o certo a se fazer.  
Ele suspirou e, finalmente, admitiu: — Você tem razão, amor. Me perdoa por ter reagido assim.  

Sorri, acariciando seu rosto: — É, você foi um idiota. Mas é o idiota que eu amo.  
Ele riu e respondeu com doçura: — Esse idiota aqui também te ama.  

Enquanto ainda comemorávamos, ouvimos uma batida na porta. Kássio levantou, visivelmente surpreso ao abrir. Ficou pálido ao ver quem estava ali.  
— Pai? O que você está fazendo aqui?  

Antônio cruzou os braços, sua voz séria e grave: — Eu vim conversar com você.  

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